

A correção monetária é um dos conceitos mais presentes no dia a dia de advogados, peritos e profissionais do direito. Ela aparece em ações judiciais cíveis, previdenciárias, contratos bancários e reajustes salariais. Este guia explica o que é, como funciona e como aplicar corretamente.
Correção monetária é o mecanismo que atualiza o valor de uma quantia em dinheiro para compensar a desvalorização causada pela inflação ao longo do tempo. Tecnicamente, ela preserva o poder de compra de uma dívida ou crédito.
No direito brasileiro, a correção monetária é aplicada sobre dívidas de valor— aquelas cujo objeto é um bem ou serviço, e não a moeda em si. Exemplos: indenizações, salários atrasados, benefícios previdenciários devidos e valores a restituir.
A base legal principal é a Lei nº 6.899/1981, que determina a aplicação de correção monetária em débitos resultantes de decisão judicial, e o art. 404 do Código Civil, que prevê atualização de perdas e danos.
Em cálculos judiciais, as duas parcelas incidem juntas sobre o mesmo débito, mas precisam ser calculadas e apresentadas separadamente na planilha para facilitar a conferência e evitar impugnação.
| Índice | Fonte | Uso típico | Consulta |
|---|---|---|---|
| IPCA-E | IBGE | Hipóteses específicas de atualização judicial | IPCA histórico |
| IPCA | IBGE | Ações cíveis, contratos, reajustes | IPCA histórico |
| IGP-M | FGV | Aluguéis, contratos privados, alguns judiciais | IGP-M acumulado |
| INPC | IBGE | Ações previdenciárias, benefícios do INSS | INPC histórico |
| TR | Banco Central | FGTS, SFH, financiamentos imobiliários | TR histórica |
| SELIC | Banco Central | Juros legais em hipóteses específicas e débitos fiscais | SELIC histórica |
O cálculo de correção monetária segue esta lógica básica:
O fator acumulado é obtido multiplicando os fatores mensais de cada mês dentro do período de cálculo. Para um período de 12 meses com IPCA de 4% acumulado, o fator seria 1,04 e o valor corrigido seria 4% maior que o original.
Informe o valor, o período e o índice. A calculadora aplica os fatores oficiais atualizados automaticamente.
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Veja as tabelas de correção monetária aplicadas nos principais tribunais brasileiros.
Entenda como aplicar a correção na liquidação de sentença — tipos, etapas e erros a evitar.
Correção monetária é o mecanismo jurídico e econômico que recompõe o poder de compra de uma quantia em dinheiro ao longo do tempo, neutralizando os efeitos da inflação. No direito brasileiro, ela incide sobre dívidas de valor — como indenizações, salários atrasados e benefícios previdenciários — e é calculada com base em índices como IPCA, IGP-M, INPC ou TR, conforme o caso.
Correção monetária preserva o valor real da moeda, compensando a inflação. Juros de mora são uma penalidade pelo atraso no pagamento, remunerando o credor pelo tempo que ficou sem receber. Em cálculos judiciais, os dois incidem juntos, mas são parcelas distintas: a correção é aplicada primeiro ao principal, e os juros incidem sobre o valor corrigido (ou sobre o principal, dependendo do critério adotado).
Depende do tipo de ação e da determinação judicial ou contratual. IPCA ou IGP-M: ações cíveis gerais. INPC: ações previdenciárias em muitos casos. TR: contratos de financiamento imobiliário (FGTS, SFH). SELIC: hipóteses legais específicas e débitos fiscais. Sempre verifique o que determina a sentença, o contrato ou a norma aplicável.
Sim. A correção monetária de dívidas é prevista em diversas normas, incluindo o art. 404 do Código Civil (perdas e danos), a Lei nº 6.899/1981 (correção monetária em débitos resultantes de decisão judicial) e as leis específicas aplicáveis a cada natureza de obrigação. A aplicação do índice correto é condição de validade do cálculo judicial.
Multiplica-se o valor principal pelo fator acumulado do índice no período. Por exemplo: para corrigir R$ 10.000,00 pelo IPCA de janeiro de 2023 a janeiro de 2024 (supondo 4,62% acumulado), o valor corrigido seria R$ 10.000,00 × 1,0462 = R$ 10.462,00. O fator é obtido multiplicando os índices mensais de cada mês do período, usando dados das séries históricas do IBGE ou Banco Central.